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O controle de estoque é essencial para qualquer empresa, afinal, a má gestão neste âmbito pode acarretar em sérios prejuízos em vendas, e criar gargalos logísticos difíceis de superar. E para manter a gestão eficiente, é preciso entender como funciona o giro de estoque.

Uma gestão de estoque ideal previne que falte produtos para a venda em sua empresa, e também evita desperdício e capital imobilizado com itens sobrando em armazéns e galpões.

Confira neste artigo como fazer o cálculo do giro de estoque para manter a gestão financeira do seu negócio equilibrada.

Por que o controle de estoque é importante?

Em resumo, sem controle de estoque eficiente, sua empresa fica sujeita a diversos problemas com fornecedores, clientes, e até mesmo entre os diferentes setores da organização.

Imagine que sua empresa vende calculadoras, e sua equipe de vendas fechou negócio para vender 1.000 unidades à uma empresa. Porém, no inventário do seu ERP consta apenas 600 calculadoras, ou seja, seu estoque não está abastecido o suficiente.

Para cumprir a demanda, você dá à produção um prazo para fabricar as 400 calculadoras que precisa. Mas a matéria-prima que consta no seu estoque não condiz com a matéria-prima real, e como não foi feito um novo pedido para Compras, é possível que a produção não consiga os componentes para fabricar tudo dentro do prazo.

Em uma situação ainda mais agravante, pense que o estoque de calculadoras dentro do galpão também não bate com a quantidade encontrada no ERP. Todos estes problemas são resultado de uma má gestão na cadeia de suprimentos e no estoque.

Para evitar transtornos, é essencial manter um estoque equilibrado, de acordo com as suas vendas e segmento de mercado, e também manter todas as informações atualizadas no seu sistema de gestão, de modo que todos os setores estejam cientes da situação de estoque de produtos e de matéria-prima atual.

O que é giro de estoque?

O giro de estoque se trata do tempo médio em que uma mercadoria permanece estocada, e a velocidade em que o estoque é trocado pode ser mais rápida ou mais lenta, dependendo do nicho de atuação da empresa.

Uma empresa que vende alimentos ou outros produtos perecíveis, que tem prazo de validade, tende a ter muito mais giros de estoque em um ano do que uma empresa que vende produtos não perecíveis. Isso significa que é preciso, antes de fazer qualquer cálculo, identificar o ramo de atuação da sua empresa e fazer um planejamento e previsão de vendas de acordo com a realidade do mercado.

O importante quando se fala em giro de estoque, é que a sua empresa não fique sem produtos para a venda, pois isso pode significar perda de negócios, e também que ter estoque acumulado denota capital imobilizado e falta de liquidez.

Cálculo do giro de estoque: aprenda a fórmula

Agora que você já entendeu a importância da gestão eficiente de estoque, e também sobre qual é a finalidade do giro de estoque, é hora de aprender a fazer o cálculo. A fórmula é bem simples:

Giro de estoque = Vendas / Volume médio de estoque

Deste modo, para calcular o giro de estoque é preciso ter em mãos os valores das vendas de um determinado período de tempo (vendas por ano, por exemplo), e o volume médio de estoque. Lembrando do exemplo das calculadoras, digamos que você costuma vender 12.000 unidades por ano, e seu estoque médio é de 600 unidades, sendo assim temos:

Giro de estoque = 12.000 / 600 = 20 giros por ano

Ou seja, para manter o estoque como está, é necessário que se faça 20 giros de estoque por ano. No exemplo anterior, era preciso 1.000 calculadoras para suprir as necessidades de venda, por isso é tão importante alinhar a sua demanda com a produção, para calcular o quanto você deve produzir e armazenar todos os meses. Além disso, neste cálculo médio não estamos considerando demandas sazonais.

É possível também fazer o cálculo com base em valor monetário, substituindo as informações de unidades de produto pela quantidade de dinheiro. Também pode-se calcular o tempo em que o estoque deve ser reposto, nesse caso, basta dividir a quantidade de dias (por ano, mês, ou outro período que foi utilizado no cálculo de giro) pelo número de giros por ano.

Como manter a gestão de estoque eficiente?

Para evitar problemas com a falta ou excesso de estoque, além de prevenir sua empresa de gargalos logísticos, é possível (e necessário) tomar algumas atitudes, dentre elas:

Possuir um Sistema de Gestão Integrado (ou ERP)

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning, e é um sistema de gestão que integra informações de diversos setores de uma organização em um único software. Dentro de um ERP é possível documentar sobre a movimentação de estoque e compartilhar as informações com outros setores. Deste modo, pedidos de compra e venda de mercadorias e de matérias-primas podem ser feitos e acompanhados na hora.

Realizar uma conferência periódica para comparar o estoque físico x ERP

Mesmo trazendo diversas facilidades para o dia a dia, apenas comprar um ERP não irá resolver todos os seus problemas: é preciso saber administrar as informações e manter todos os dados atualizados.

Faça uma conferência periódica para garantir que o estoque físico e o estoque documentado no ERP estão batendo. Caso haja inconsistências, é preciso corrigir o mais cedo possível, a fim de eliminar furos de inventário e outros problemas futuros.

Fazer o planejamento financeiro de acordo com o mercado

Todo negócio necessita de planejamento para existir, sem exceção. Ficar sempre atento ao fluxo de caixa e à saúde financeira do negócio é imprescindível, além de montar um planejamento com base no seu ramo de atuação.

Usando um exemplo bem perceptível, se a sua empresa vende chocolates, é bem provável que períodos sazonais como a Páscoa movimentam muito mais mercadorias do que outros meses do ano. Por isso, garanta que o estoque neste período esteja bem abastecido para que suas vendas não sejam prejudicadas, ao mesmo passo que controla a quantidade ideal de produtos para outros períodos.

Escolha a melhor metodologia de controle

Uma gestão de estoque eficiente depende do controle de entrada e saída de mercadorias, por isso, é importante saber qual metodologia deve ser empregada na sua empresa para este processo.

Antes de conhecer algumas metodologias conhecidas, lembre-se de que a melhor opção depende do seu segmento de mercado. Veja agora alguns métodos empregados:

  • FIFO: sigla para “First-in, first-out”, impõe que a primeira mercadoria que entrou no estoque deve ser a primeira a sair. Neste método, o estoque fica super valorizado, porque o saldo final é com base nos últimos lotes comprados, que geralmente são mais caros que os primeiros. Este método garante que produtos perecíveis não estraguem em armazéns ou até mesmo nas estantes dos supermercados.
  • LIFO: sigla para “Last-in, First-out”, dita o processo inverso do FIFO, ou seja, o último produto a entrar no estoque é o primeiro a sair. Este método pode desvalorizar o ativo circulante, pois o estoque fica subestimado. O LIFO é muito empregado na hora de fazer entregas de mercadorias, já que os últimos produtos a embarcarem serão os primeiros a ser entregues ao destinatário.

Dentro da gestão da Cadeia de Suprimentos, também é necessário, antes de fazer a escolha da melhor metodologia, verificar qual é a mais recomendada (ou, às vezes até exigida) pela Receita Federal.

Use o marketing a favor do seu estoque

A mercadoria parada no armazém está causando prejuízos na sua empresa? Considere fazer promoções para eliminar parte deste estoque. Ao promover a saída de produtos, mesmo que por um preço abaixo do usual, a gestão de estoque e o fluxo de caixa da sua empresa podem ser beneficiados.

Com estas dicas você conseguirá fazer uma gestão de estoque muito mais eficiente e prática, a partir do cálculo do giro de estoque. Leia também sobre como fazer a Conciliação Bancária de forma ágil, garanto que este conteúdo será interessante para você!

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